domingo, 14 de março de 2010

Morte e afazeres com os cadáveres

Ora muito bom Domingo...
Hoje enquanto me encontrava "adormecido" no corpo humano que uso para explorar o mundo sob o comando do meu colega, veio à baila na conversa sobre como iriamos preservar (ou não) os nossos cadáveres. Eu como luscofusco não fiquei preocupado, porque eu gravo-me numa pen e instalo-me num mp3 da Hanna Montana e tá andar, ou então faço o que vou revelar no fim do post. Agora a minha morada de carne e osso já não pode dizer o mesmo.

Entao foi o seguinte:
Determinado sujeito disse "eu quando morrer vou ficar num banco. os meus pais não me vao pagar o caixão" (agora tinha trocado com o meu colega e tinha passado ao comando do corpo) e pensei "ou ele tá com intençoes de morrer cedo ou pensa que os pais vivem para sempre". Mas pronto, até aí é como o outro que vai a Roma e volta.
Continuando, outro sujeito refere "eu não, vou para um caixão". Até aqui tudo normal. Fiquei mesmo feliz por não estar presente nenhum daqueles palhaços que dizem "ah, eu quero é ser cremado e que ponham as minhas cinzas no mar". Só por isso já fico contente, mas fico indigado.

Fico indignado? Porquê? Então quer dizer, já o facto de ser queimado já é estupido. Depois de ser queimado viramos cinzas. Querem por as cinzas no mar porquê? Para o poluírem ainda mais? Tá quieto Artur Jorge! E é estupido pensarem que a família vai fazer isso, até porque têm 2 finais certos. Ou vão para 1 pote decorativo e fica lá para casa numa prateleira ou armário ou entao para um caixote do lixo. Ou para os mais rurais, vao para a terra adubar ainda mais.

Pronto, já dei a minha opinião sobre isto. Mas continuando, eu respondi sabem o quê? "Quando morrer eu quero que o meu cadáver seja posto num tupperware". E toda a gente ficou espantada a olhar para mim. Eu sinceramente não percebi porquê, isto é uma ideia de génio! Porque reparem, a alma do meu corpo vai reencarnar para outro lado, eu estou numa pen e o corpo conservadíssimo! E isto passa-se assim até chegar à parte do futuro em que descobrem uma forma de gravarem as personalidade das pessoas numa pen e reporem-na em cadáveres. Assim já posso ser eu o tempo todo, sem ter ninguem a mandar o corpo por mim!


Concluíndo... Quando morrer, o corpo fica conservadinho no tupperware no frigorífico ou congelador enquano eu fico numa pen de 10 terabytes. Sim, 10 terabytes porque possu-o muita informação. E também quando ficar no corpo só eu, vou poder dar a oportunidade dos vossos netos ou bisnetos terem o prazer (ou não) de lerem o meu blog.



Cumprimentos,
Luscofusco Pingo Doce

3 comentários:

  1. como é possivel uma ideia tão genia, só existiu porque tu estavas comigo!

    Assim, sim. Está esclarecido :p

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  2. Ideia tão génia? Ou genial?
    Cala-te Tatiana, eu sou GENIAL!!!

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